"Vivências". A falta de palavras serão compensadas pelas imagens. Assim é…espero

Encontro na natureza

Há muito que digo aos meus amigos que sou um privilegiado por poder usufruir livremente, não só das paisagens edílicas deste Minho, bem como de tudo que o compõe. Rio, mar, montanha, aromas, flora com as mais diversas cores ao longo das estações e fauna quanto vasta.
É desta última que vou particularizar.
Como nos meus giros de BTT procuro desfrutar daquilo tudo, fui fazer um trilho pelo monte, entre a Gávea e Candemil, já há algum tempo que não o percorria.
Assim, logo que entrei no estradão de terra na zona dos moinhos da Gávea, verifiquei que a vegetação estava crescida e não havia grandes sinais de pegadas no chão. Isto era sinal que aquele local estava a ser menos utilizado que o normal. Fui subindo até avistar a figura do emblemático Cervo. Aquela imponente imagem transmite não só uma agressividade particular, como ao mesmo tempo uma segurança quase feudal. Parece dizer – “eu domino tudo, quem estiver comigo eu protejo”.
Normalmente “giro” sozinho, quando aparecem aqueles obstáculos chamados “técnicos”, ou sofredores, tem-se tempo para tudo… até para filosofar. (Há quem reze)
Nessa altura no solo, aparecem bastantes vestígios de cascos, além dos fecais. Pensei que alguém a cavalo teria utilizado aquele caminho. Bom gosto.
Alguns metros acima avisto ao longe um potro deitado no estadão e logo acima um garrano.
Foi surpresa, pois não era habitual nesta zona ver aqueles animais.
Continuei a subir pois entretanto os 2 animais seguiam á frente pelo mesmo trilho.
Passados 2 ou 3 minutos, ouço atrás de mim um barulho fora do normal. Poeirada e barulho de repente aparece aquele que seria o pai da criança.
Foi um flash, na minha memória apareceu o manual de sobrevivência, aquilo era uma situação já passada por um companheiro de aventuras e foi agredido pelo animal. Os casais com filhos tornam-se agressivos naquelas alturas.
Assim para quem passar pela mesma situação:
1º Desligar o botão da adrenalina. Os animais pressentem o nosso
medo e reagem.
2º Encostar a um dos lados do estradão. Escolher o que tiver menos
silvas, para o caso de ter que saltar.
3º Desmontar da bina e coloca-la entre nós e o restante caminho.
Se o animal atacar a bicla protege.
4º Esperar a reacção do bicho.

Resultou, o potro ajudou muito, deixou a mãe na frente passou por mim e foi ter com o pai.
Seguimos, a mãe na frente eu no meio o potro e o pai atrás. Logo que a fêmea virou para uma transversal eu montei na bina e segui o meu caminho.
Foi uma experiencia única. Mais um daqueles privilégios.
Para a semana vou novamente.
Estes garranos são uma mais-valia para esta já tão paradisíaca paisagem.
É só vir vê-los eles estão cá.
Disfrutem também.

Na 2ª vez já tinha máquina, aqui ficam amostras
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s